Bolachas que se desmancham na boca, recheadas com doce de leite cremoso, e cobertas por uma camada de chocolate que despedaça ao ser mordida. Se você já comeu um alfajór, sabe do que se trata. Quem vai para a Argentina sabe que alguém o estará esperando com alfajóres. O doce tem origem na cozinha árabe, e foi criado na Andaluzia. O nome vem de Al-Hazu, que em árabe significa “recheado”. O original era feito de amêndoas, mel e avelãs, e do mundo árabe, foi para a Espanha, e depois para a Argentina. A receita mudou, e desde 1869, pelas mãos de um francês, se tornou um produto nacional argentino.
A argentina possui uma variedade enorme nas receitas de seus alfajóres, mas o tradicional ainda é o mais procurado. Os produzidos na Patagônia, no sul da Argentina, obrigatoriamente devem ter muito recheio de doce de leite. Mas a especialidade da região são as frutas, onde a framboesa é a mais requisitada. Pelas ruas de Buenos Aires, sacolas com o doce estão nas mãos da maioria dos turistas, e nas prateleiras eles ocupam um espaço de destaque. São centenas de marcas, vindas de todos os cantos da Argentina, que servem todos os gostos. Para quem faz dieta, já foi inventado o alfajór de arroz, com menos doce de leite, que nesse caso é diet.
Os argentinos preferem os alfajóres caseiros feitos de maisena, mas os mais famosos industrializados, são fabricados na cidade de Mar Del Plata, e são exportados para o mundo todo. E para quem não entende o significado do alfajór, para os argentinos, como principal sobremesa, eles explicam: Os dois minutos que levam para comer o doce, os deixam felizes, e o sabor dura quase o dia todo.

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